terça-feira, 1 de setembro de 2026

Sentinela

Parte 1 Hoje o dia não começou muito bem, percebi também que estamos a 7 dias da minha menstruação, talvez isso possa reforçar essa sensção de vazio que eu sinto. Mas pelo lado positivo hoje foi dia de terapia, talvez se eu estivesse escrevendo isso antes de passar em sessão o texto seria muito mais melancolico, mas na vedade ele é só triste agora. eu desconfio fortemente que tenho F.O.M.O se voce não sabe o que é poderia pesquisar e entender um pouco, pois isso tem atormentado minha vida. Não sou fã de criar patologia para todo resultado de comportamentos ruins mas cheguei em uma fase onde as redes sociais me causam prejuizos e a ausencia delas me causam sofrimento, mas podemos falar sobre isso mais para frente, quero ressaltar a reflexão da minha terapia e como isso influencia nesse texto agora. Eu comecei esse Blog exatamente por me sentir sozinha como me senti a muitos anos atrás e quando fui ver meus textos anteriores eu achei super legal e promissor pena que eu não dei continuidade, voces sabiam que quando eu era pequena meu sonho era ser Jornalista ? FOi descruido por varios discursos que Jornalista era pobre, ai eu fui e fiz Psicologia que todos dizem que também é pobre (risos), mas a questão não é essa, escrever e excercitar minha critivade sempre me salvaram desde sempre, quando eu era bem pequena em um mundo sem internet eu bricava sozinha de super heroi , com os insetos de outras coisas que criava na cabeça, certa vez eu decidi que ia aprender a fazer dobraduras com papel não origames mas apenas dobraduras e eu fazia peixes, rostos e colava tudo em um caderno de desenho, horas eu lia livros aleatorios, pequisava sobre assuntos apenas do meu interesse , outras vez eu escrevi uma historia incrivel boa mesmo, depois eu perdi essa historia a alguns anos atras eu li um texto ou assisti algo não lembro que retrava algo que me lembrava aquele texto escrito, mas eu deixei pra lá não existia a possibilidade de alguém ter acesso aquilo. Mas a critiavidade existe em mim e precisa ser expressasda mas algo me vez desejar cada vez mais a aprovação, não a validação mas a atenção queria ser vista olhada, ser interessante. O tema da sessõ de hoje foi principlamente esse " Eu não tenho um porque na vida" tenho minha filha, meu amor inteiro mas tirando a maternidade eu não tenho mais nada, não tenho minhas amigas, não tenho meus primos, meu marido não me olha com aquela admiração de apaixonado de começo de relacionamento. E a minha psicologa me levou a reflexão de tudo isso até que no final ela me perguntou " Se voce não dependesse de validação, admiração nem valor atribuido a atenção das pessoas como seria um dia normal seu ? Ai eu respondi que seria exatamente como o dia de hoje foi , eu sai pra caminhar sem motivos sozinha, não fiz uma rota comum nem perfeito , fui resolver algumas pendencias, voltei comi um pedaço de abacate que tava horrivel ( risos) almocei um bife de contra filé enorme bem mal passado e gostoso , coloquei a comida do meu marido comida de ontem mesmo tomei banho lavei o cabelo finalizei como quis, fiz uma live no tiktok do nada e to escrevendo um blog pra ninguem ler, ah, e estou nelndo um livro sobre uma mulher preta favelada muito inteligente para sua epoca, que tem sido muito legal que dificilmente alguém se interessaria em saber do meu meio porque ele não tem um grande ensinamento transformador ele é mais uma relfexão de conciencia politica, social e humanitaria e é o que eu gosto. Sabe, uma vez eu ouvi uma mulher preta em um video dizer que o Holocausto era a maior tragedia humano registrada porque a escravidão não foi documentada e pior de tudo ela não acabou, só de pensar essa frase da um nó na garganta eu leio e li muito sobre o holocausto, mas ler o livro de Carolina Maria de Jesus tem sido um choque de realidade, porque ela relata a vida em um favela abolida mas parece que ela ta contando uma historia que poderia normalmente ser a historia de uma amiga minha agora, em pleno 2026. E ela fala no livro " Espero que o governo acabe com a favela" no sentido de igualdade para todos, ah, Carolina, se você soubesse. Eles nunca quiseram isso.

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